quinta-feira, 8 de junho de 2023

Ministro de Lula e vaiado na macha para Jesus em são Paulo


 Jorge Messias (foto), o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), foi vaiado na Marcha para Jesus, realizada hoje em São Paulo. O enviado de Lula ao evento fez um breve discurso, onde indicou que tinha uma mensagem ao público evangélico. “Em Brasília existem homens e mulheres que vivem para o reino e vivem pelo reino”, disse Messias, ele próprio um integrante da igreja evangélica. “E que nós entendemos que estamos lá não pela nossa própria terna, mas levantados por deus para cumprir um propósito.” “Nosso povo quer paz e vamos trabalhar pela paz”, concluiu o ministro comunista. As vaias foram ouvidas no Campo de Marte, onde está o palco principal da manifestação. Messias participou da cerimônia ao lado da deputada comunista Benedita da Silva (PT-RJ) e do deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP). Todos foram recepcionados por Estevam e Sonia Hernandes, da Igreja Renascer. Ela ainda demonstrou apoio ao ministro comunista: “Nós queremos um governo bom na nossa terra, e um governo bom para nossas famílias”, disse Sonia.Pela tarde, ainda devem passar pelo local Tarcísio de Freitas e André Mendonça. 







sábado, 29 de abril de 2023

Diretor do Telegram diz: o brasil está indo no mesmo caminho da China Irã e Rússia

 

Na quarta-feira (26), o aplicativo de mensagens Telegram foi suspenso no Brasil após uma ordem judicial emitida pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a pedido da Polícia Federal (PF). Conforme noticiado pelo Terça Livre, a PF solicitou a suspensão do aplicativo após o não fornecimento todas as informações privadas de usuários no contexto de uma investigação sobre “grupos extremistas”. A autoridade policial relatou a suspeita de “possível corrupção de menores” por parte destes grupos, incluindo o suposto incentivo à prática de atos antissemitas e racistas.

O fundador do Telegram, Pavel Durov, recentemente se pronunciou sobre o banimento do aplicativo de mensagens no Brasil. Em uma declaração publicada em sua conta no Twitter, Durov rejeitou a decisão do governo brasileiro e defendeu a importância da liberdade de expressão na internet.

Em sua declaração, Durov afirmou que o Telegram se preocupa profundamente com a privacidade de seus usuários e que a empresa sempre se recusa a fornecer informações privadas dos usuários aos governos, mesmo quando pressionada a fazê-lo. Ele argumentou que os usuários têm o direito de se comunicar livremente e de forma privada, sem medo de serem monitorados ou censurados.

Durov também criticou o governo brasileiro por restringir a liberdade de expressão na internet. Ele afirmou que a censura prejudica a democracia e a sociedade como um todo, e que o Telegram está comprometido em fornecer uma plataforma segura e privada para as pessoas se comunicarem.

A declaração de Durov gerou muitas reações nas redes sociais, com muitos usuários apoiando sua postura em relação à privacidade e liberdade de expressão. Alguns usuários brasileiros também expressaram sua frustração com o banimento do Telegram, afirmando que a medida viola seus direitos fundamentais.

Enquanto isso, o governo brasileiro defendeu o banimento do Telegram, argumentando que a medida é necessária para combater o crime organizado e proteger a segurança pública. No entanto, críticos afirmam que a decisão pode ter um impacto negativo na liberdade de expressão e na privacidade dos usuários.

A declaração de Durov compara o Brasil com país como Rússia, China e Irã. A liberdade de expressão nesses países é limitada e muitas vezes reprimida pelo governo.

Na China, a comunicação é estritamente controlada pelo Partido Comunista Chinês. A mídia é altamente regulamentada e censurada, e a internet é fortemente monitorada. As críticas ao regime são desencorajadas e punidas, e jornalistas e ativistas são frequentemente detidos e presos por suas opiniões.

No Irã, a comunicação é limitada pelo sistema teocrático do país. A mídia é controlada pelo governo e a censura é comum. As críticas ao regime, religião ou líderes religiosos são punidas severamente, inclusive com a morte. A liberdade de expressão online não existe, o regime bloqueia o acesso a sites e serviços de mídia social que considera ameaçadores à “segurança nacional”.

Na Rússia, a liberdade de expressão é frequentemente reprimida pelo governo, que controla a mídia e censura a internet. A crítica ao presidente ou ao regime é muitas vezes vista como traição e pode levar à prisão ou outras formas de punição. O controle estatal da mídia é particularmente forte, e jornalistas independentes frequentemente enfrentam perseguição e ameaças.

No Brasil, o artigo 220 da Constituição só serve para os meios de comunicação que se deixam controlar pela tirania do poder judiciário.  



fonte:  A guest post by  allan  dos santos/terça livre